A razão fundamental da criação da "ORDEM DOS SARVA SWAMIS", é que há necessidade de existir, neste Continente, um núcleo de seres-homens e mulheres, que tenham DE FATO, abandonado tudo que é superfície (vida mundana, sexualidade, crenças religiosas, tabus sociais, doutrinas filosóficas, tabus ou limitações de investigação científica) e tudo que, no que citei, LIMITA o ser humano a PENSAR SEMPRE COM CLICHÉS GASTOS, com pensamentos de rotina, com lugares comuns que pensam ser meditações ou cogitações.
Tal núcleo, fatalmente limitado em número, já que são poucos, em proporção estatística, os que podem EVADIR-SE de todas as teias citadas antes, será o núcleo que poderá SER a prova dos resultados da SARVA YOGA, levada até o estado que os Sarva Swãmis devem atingir e que nada mais é do que:
"REALIZAÇÃO ESPIRITUAL OBTIDA PELA LIBERAÇÃO DO PENSAMENTO ROTINÁRIO E PELA EXPERIMENTAÇÃO VOLUNTÁRIA DOS SUCESSIVOS ESTADOS OU DEGRAUS DE CONSCIÊNCIA, BEM COMO PELO MANEJO DA LUZ COMO MEIO DE RELAÇÃO ENTRE Espírito INDIVIDUAL E Espírito UNIVERSAL."
Nesta formulação SARVA, cabe tudo: o nosso conceito da essência divina, da constituição universal, da posição humana, do segredo de sua perfectibilidade psicológica e da ferramenta geral de que a consciência dispõe para cumprir seu próprio propósito. Devo destacar que tal formulação Sarva, como se pode observar acima, não precisa, ao ser enunciada, nenhum termo típico de religião, filosofia ou ciência especial. Apenas, nomes comuns, de fatos comuns a todos os mortais que se disponham a experimentá-los. Como doutrina essencial, isto é bastante.
Naturalmente, na parte APLICATIVA E DE COMPROVAÇÃO dos progressos, ou etapas, que o ser vai "realizando", deve encontrar APOIO e ORIENTAÇÃO em derivações desta formulação, ou seja: fatos parciais que a comprovem PORQUE a compõem.
Citarei, esquematicamente alguns, para informação e melhor compreensão, exemplificando o que esta Sarva Yoga dará e PEDIRÁ nos três círculos concêntricos, em que possa semear.
"NA ORDEM DOS SARVA SWAMIS
Tudo é dado "interiormente", isto é: Se os Discípulos têm realmente aspiração transcendental, e procuram viver aquilo que se lhes ensina, teoricamente e praticamente (no Ashram ou como Discípulos externos) sempre VIRÁ um momento em que podem VER a Luz típica da Corrente Sarva, com a sua especial cor e vibração. Este é o PRIMEIRO contato com a Corrente Sarva e com o Guru, no aspecto Sarva. Desde que isto seja comunicado, e confirmado pelo Guru, diretamente ou através do Encarregado do Livro dos Símbolos Secretos o Discípulo pode ter a certeza de que a Corrente Sarva (vale dizer, todos os seres superiores que tratam dela no aspecto SUTIL), bem como o próprio Guru visível, estão apoiando seus esforços nesse setor.
O segundo passo, será quando o Discípulo pode VER algum símbolo Sarva. Em tal caso poderá acontecer que ele mesmo, ao VER, possa também "saber", interiormente, que o assunto é Sarva. 0 saiba ou não, quando nas suas anotações transmitidas ao Ashram, se verificar que ele percebeu algum Simbolismo Sarva, ele já tem acesso direto ao contato e receberá instruções como proceder.
Para terminar o assunto, direi ainda que, como terceiro passo, o candidato a Swami ENTRA realmente na possibilidade de tal, quando RECEBE (por audição direta ou por percepção intuitiva) um dos MANTRAS SECRETOS SARVAS.
Como se terá percebido, SARVA YOGA, no círculo interior, não dá nada, nem oral, nem por escrito. EXIGE que cada Discípulo POSSA PROVAR seu próprio adiantamento, ao vir dizer ao Instrutor, o que JÁ FEZ, JÁ VIU, JÁ INTUIU, JÁ MEDITOU, JÁ REALIZOU, etc.
O Instrutor e seus assistentes Sarva, se limitarão -visivelmente - a isto: negar que seja alguma percepção SARVA, ou confirmar que o é. Neste último caso será então MOSTRADO ao candidato, a página do LIVRO DOS símbolos SECRETOS, e de suas interpretações, para, assim, dar ao Discípulo plena confirmação, explicação e estímulo, em relação ao realizado por ele.
Esta forma de proceder evita totalmente: indiscrições, ilusões, discussões e palavras inúteis. E, para concluir sobre este aspecto, direi que a NECESSIDADE de todo esse simbolismo SARVA, inteiramente NOVO, e que está sendo DADO por visões diretas, é feito exclusivamente para SUBSTITUIR, na mente Sarva, os velhos símbolos, exatos porém GASTOS, isto é, já entrados na rotina do pensar chamado, com certa ilusão, "esoterismo".
Das experiências psicológicas, técnicas e outras, da SARVA YOGA, não é este o lugar para comentá-las. Para isso, haverá oportunamente, o folheto sobre a "Ordem dos Sarva Swãmis", porém posso adiantar que Sarva Yoga tem ALGUMAS COISAS mais externas, que são:
Certas técnicas e símbolos SEMI-EXTERNOS, que emprega para a preparação dos seus membros, sejam ou não aspirantes a Sarva -Swamis, já que a Sarva Yoga, como seu nome indica é:
YOGA TOTAL: inclui todos os aspectos.
Cabe, porém, antes de passar aos aspectos menos concêntricos, dizer que a característica fundamental da posição Sarva pode ser resumida nas palavras:
AMPLIDÃO - VERDADE - EXPERIÊNCIA - REALIDADE.
Isto traça uma norma que deve surgir em todos os setores das nossas atividades, ou seja: só se pode chegar à REALIDADE (cujo contato transcendental constitui a própria REALIZAÇÃO), por um caminho que começa com a adoção da Verdade, cultivar da Experiência e procura da Realidade, em todos os sentidos.
A nossa posição com relação a todos os problemas é, pois, essa mesma.
Daí resulta, também, que o nosso ângulo de perspectiva REALISTA (Sarva) nos levou a considerar o seguinte:
a) é ilusório pensar que grande número de pessoas, embora renunciando à "vida externa", hão de triunfar totalmente na parte "continência ou castidade".
b) é preciso, por isso, lhes dar a "oportunidade" de fazê-lo, por meio da doutrina, de vida adequada, e de estímulo espiritual, para que a parte instintiva possa ser, não "dominada" (por repressão), mas substituída por outra série de vibração, no vital, no anímico e no mental.
Extraído de "Monastério AMO-PAX", álbum de 72 páginas com ilustrações dos Residentes, da vida no Monastério de Ioga, e informações sobre todos os aspectos do labor, interno e externo. Notável resumo doutrinário e prático.